sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Meu primeiro amigo que se foi

Estava em um dia de férias qualquer, aproveitando da maneira que dava, lendo, escrevendo, vendo seriados, comendo besteiras...
Me dei conta que precisava acordar cedo amanhã para ir ajudar meu pai e pensei em ir dormir.
Mas antes disso fui arrumar umas coisas no computador e esperar baixar a discografia do Elvis. Quando de repente minha irmã me chama e me dá a notícia:
"lembra do Diego, aquele que estudou contigo? então, foi ele quem morreu."
Essas notícias nunca são comuns e eu nunca tinha perdido um amigo meu, foi algo chocante, inesperado, hostil, REPUGNANTE, CONFUSO, HEDIONDO, E ETC.
O problema que para nós cristãos essas coisas costumam doer um pouco mais, doer porque muitas vezes vamos saber que faltou de nós e porque sabemos que nem todo
mundo vai para o céu.
Eu estou inerte agora, não sei o que falar com Deus, não sei o que perguntar para Ele, não sei se vou conseguir ir ao velório porque essas coisas são horríveis...
Sei que vou me cobrar para o resto da vida por tudo que faltou de mim e sei também, que Deus fará o mesmo.
Há um bom tempo que eu não o via, ultimamente só conversávamos pela internet, mas sempre pensando em marcar algo com a galera e em jogar uma bola.
O cara sempre foi parceiro, sempre zoávamos um ao outro, ele me chamava pra jogar bola com os caras, voltávamos pra casa juntos às vezes....
E eu o via alegre só pelo fato de poder jogar futebol, mesmo não sendo um jogador profissional, era nítido o prazer e o amor que ele tinha pelo esporte. Não era profissional não pela ausência de capacidade,
mas sim, pela falta de oportunidade.
Já vi professores brigando com ele por coisas que ele às vezes me zoava, mas era uma liberdade a qual eu lhe dei e nunca a pedi de volta. Era algo intrínseco, que
não tinha nem um pouco de maldade, e sim, amor pelas pessoas e pela amizade das mesmas. Nessas horas, os professores estavam errados.
Era um tempo do qual eu vou me recordar sempre, de coisas que me fizeram bem e me ajudaram a esquecer do que eu não precisava lembrar.
No entanto, ele se foi, e só Deus pode trazê-lo de volta.
E para que ninguém entenda de maneira errada quando falei de que nem todos irão para o céu, a questão é a seguinte:
Eu não sou Deus, eu não sei para onde ele foi agora, eu sei que muitos de vocês vão pensar que eu estou sendo irracional, inconveniente, ou sei lá o que, porém,

estou falando conforme o que eu aprendi, conforme o que eu sigo e o que a bíblia diz.
Seria a pergunta mais retórica se alguém me perguntasse para onde eu queria que ele fosse, mas é Deus quem decidi isso.
Mas se você quer ter certeza para onde você vai quando morrer, sirva a Jesus e entregue o seu coração a Ele.
E aprendamos a fazer o que precisa ser feito e dizer o que precisa ser dito, enquanto as pessoas estiverem aqui conosco.
Sei que isso é um clichê dos clichês, mas mesmo sendo, parece que não o fazemos.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Nosso tempo esvaído

Algumas coisas de Deus são tão óbvias, que por serem óbvias demais, ficamos num ceticismo sem nexo.
Por exemplo, quando paramos de encontrar respostas, ficamos em "porques" intermináveis para Deus.
E na bíblia, Deus é muito claro para explicar a ausência de nosso entendimento.
Vejamos Provérbios 19 , 27:
"cessa filho meu de ouvir a instrução e logo te desviarás das palavras do conhecimento."
Deus é muito claro quando diz "e logo". Um dia apenas distante de oração ou leitura da bíblia,
Pode nos privar de entender o que Deus quer para nós, de nós ou simplesmente, nos dizer.
E ELe termina de uma maneira que não preciso relatar mais nada aqui: "...e logo te desviarás das palavras do conhecimento."

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

"Brasil, um país de todos"

Para que todos entendam o texto, foi algo que eu escrevi quando estava no ensino médio, o tema proposto pela minha professora de sociologia era:
"como seria o Brasil caso todo o dinheiro dos impostos fossem investidos de maneira correta".
Tem uma parte meio Che Guevara no texto... vocês verão!

"Enfim o Brasil pode ser designado "Brasil, um país de todos". O incrível "milagre" aconteceu, a desigualdade diminuiu e a miséria foi erradicada, o salário
mínimo, pode ser chamado de salário mínimo e não como era antes, uma miséria recebida, cerca de 400% abaixo do valor certo e digno.
Sarcasmo? mito? lenda? não, é hoje a realidade do Brasil, felizmente.
Para o bem da sociedade Brasileira, ela pode viver melhor no Brasil do que em qualquer outro país, sem falar das quatro estações muito bem definidas.
A educação e a saúde que sempre foram duas coisas muito contestadas e mal feitas no país, hoje a sociedade já não precisa se preocupar e nem mesmo reclamar. A
infraestrutura da escola foi melhorada, não existe mais aquela precariedade como antes, a qualidade do ensino aumentou de uma forma significativa, já não é mais
preciso estudar ou pagar escolas privadas para poder passar em universidades públicas onde a concorrência é muito maior. Tudo isso acontece porque o dinheiro enviado
às escolas não é mais priorizado para as universidades, mas sim para ensino médio e fundamental, e também pelo fato de hoje o ensino médio ser obrigatório,
sendo que uns anos atrás não era. Outro fator muito determinante, é o dinheiro investido em materiais de qualidade e a cobrança dos professores em
relação aos alunos. E também não deve-se esquecer que o salário dos professores foi melhorado, assim, gerando mais vontade de pessoas escolherem professor como profissão,
afinal, muitos não escolhiam porque o salário era baixo em escolas públicas.
O capitalismo canibal na saúde chegou ao fim, não é preciso pagar altíssimas mensalidades para poder ter saúde digna e não correr risco de vida pela falta de
atendimento ou até mesmo pela ausência de dinheiro. Todos são bem recebidos, independente de ser branco, negro, pobre, rico, miserável, etc.
Isso fez com que as pessoas não tenham tantos problemas na saúde que se agravam pela falta de atendimento ou de capital do paciente, portanto, mortes por esse motivo e ascendência no problema não ocorrem mais.
Outro setor bastante relevante é o da infraestrutura. Valores elevados por ruas asfaltadas não são mais cobrados, saneamento básico há em todo lugar do país,
esgotos, calçadas e ruas sem excesso de buracos e desníveis, água potável para algumas regiões mais pobres, etc.
Tudo isso ocasionou em mais dinheiro no orçamento mensal. Não é mais necessário gastar com escolas, saúde, taxas altas em asfaltos e outros departamentos de
infraestrutura, hoje o governo cumpri com sua obrigação em fornecer tudo isso com qualidade e sem pagar diretamente, pois, é pago através dos impostos. Logicamente,
com essa economia sobra capital para outras áreas, como: lazer,
viagens, compra de carro, casa, casa na praia, um maior número de móveis, roupas, algumas famílias que não tinham a possibilidade de sair para comer pizza, almoçar,
jantar fora, já podem desfrutar disso, entre diversas outras coisas. Portanto, a qualidade de vida aumentou de uma forma magnífica, gerando assim um prazer de viver
no Brasil, mais oportunidade de consumo e qualidade de vida.
Por que tudo isso aconteceu e mudou de uma forma tão esplendida?
Muito provável que a grande parte das pessoas responderiam: "porque os políticos pararam de roubar, começou a surgir pessoas mais justas na política e os ladrões
foram presos e punidos."
Sim, isso está certo, mas tem o outro lado que a massa populacional nunca viu e nem parou para pensar, até mesmo porque muitos nem tinham se quer o conhecimento
de alguns departamentos de fiscalização dos lideres políticos. POis bem, um grande departamento e muito importante porém pouco conhecido e utilizado pela sociedade Brasileira antes, é o MPF(ministério
público federal). Sua função exclusiva é fiscalizar como está o trabalho dos políticos, se estão exercendo corretamente, cumprindo com o que prometeram, se não estão roubando, etc. O MPF tem o poder de
exonerá-los de seus respectivos cargos, assim, colocando outro para exercer aquela função. Há dois outros fatores muito importantes e determinantes para que essa
mudança ocorresse, são eles: Para quem ainda não sabe, sendo que antes a maioria não sabia, não depende apenas de deputados ou algum outro político para que haja a criação de alguma lei, basta qualquer
cidadão criar uma lei e procurar em sua cidade onde apresenta-la, a mesma vai para voto, se tiver o número de votos mínimos passará a ser uma lei como todas as outras.
A outra mudança que é importantíssima,
é a sociedade aprender a não aceitar tudo e a comover-se, parar de ficar parada e só reclamando sem se mover.
Tudo isso porque o governo podia fazer qualquer coisa que todo mundo aceitava e ninguém se movia para mudar, fazer o país
parar, fazer greves e tudo mais. Muitas vezes só revoltando-se e através de greves que as coisas mudam, mostrando que a sociedade não concorda com o que está acontecendo,
fazer os líderes políticos verem isso e tomarem uma outra posição. Coisas boas antes não eram copiadas, teve um ano que na França o Sindicato trabalhista resolveu
aumentar de 60 para 62 a
aposentadoria, e todos trabalhadores principalmente os jovens, se revoltaram e foram protestar. Graças a Deus isso o Brasil aprendeu a fazer e copiar, como dizia
o capitão Nascimento do excelente filme
Tropa de Elite: "vai demorar muito tempo para o sistema ser mudado, muito tempo para tratarem autoridade como qualquer outra pessoa na hora de julgar e prender".
Agora essa mudança é vista, o sistema
mudou não por si mesmo mas sim, porque a sociedade aprendeu sua função e seus direitos e principalmente, a não aceitar e nem concordar com tudo que é estabelecido.
Não é cansativo repetir: "Brasil, um país de todos"."

Meus textos antigos

Começarei hoje a publicar alguns textos meus mais antigos, todos eles escritos quando eu estava no ensino médio.
Então, não se esqueçam que existem temas específicos. Mas Em todo caso, sempre tem um pouco de mim neles.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

E aí?

Por que o óbvio nem sempre parece o ser quando ele essencialmente o é?
POr que nos deparamos com coisas que de jeito algum parecem ter respostas quando essas já foram sanadas há tempos?
Por que analisamos às vezes o fato de uma forma tão frívola e não dissecamos tudo ?
Isso nos leva a questionar tudo e todos por coisas já respondidas.
Mas me pergunto se isso é inerente à nossa complexidade ou até mesmo, a nossa falta de capacidade.
Infelizmente, só estou na indagação ainda .

Às vezes minha infância poderia "voltar"

again, again. Aqui vou eu novamente de novo me deparando com minha podridão e a ausência das partes que me prestavam quando eu era criança.
Olho para as coisas efêmeras em mim e percebo que elas só se esvaíram porque minha estupidez permitiu.
Lembro que passava tardes inteiras com minha vó, conversando, eu e minha irmã jogando uns jogos de tabuleiro com ela e nos divertíamos muito mesmo, de uma maneira
única.
Hoje, essa minha vida de tarefas demasiadas , já me faz esquecer de ter esses momentos fascinantes.
Em alguns momentos, não sou nem capaz de me recordar das vezes que minha vó soluçava de chorar por causa da minha deficiência.
Agora à noite pude voltar e ver se meu passado passa a ser meu presente. Fui até o quarto dela, deitei na cama e fiquei conversando e ouvindo ela falar.
Em meio a tantas circunstâncias repulsivas, problemas físicos a filhos que praticamente não a visitam, conseguir vê-la adorando e glorificando o nome de Deus, sem
qualquer resquício do que estava fazendo.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Saga das músicas de torcidas

Vamos começar uma nova saga aqui, será falando das músicas de alguns clubes de futebol.
Essas músicas que o pessoal canta sem saber o que exatamente a letra está falando. Tudo bem, existe aquela tal paixão pelo time e tudo mais,
porém, a razão não pode ser deixada de lado.
Deixando bem claro que eu curto futebol, não tenho nada contra.
Vamos fragmentar a primeira letra:
Primeira parte:
"De todos os amores que eu tive, és o mais antigo...."
Sua mãe ou seu pai não existiram, então?
E você nunca teve namorada ou coisa do tipo, também?
"...O Vasco é minha vida, minha história, o meu primeiro amigo..."
Quer dizer então que vocês passaram a infância juntos e pelo visto saem até hoje para cultivar a amizade?
Brincaram muito de esconde-esconde, pega-pega, futebol, de carrinho, e outras coisas mais?
Divertido isso!
"...Quem não te conhece me pergunta por que eu te segui..."
ué! como assim?!
É uma religião, doutrina, crença, agora?
E isso leva para onde?
"...Eu levo a Cruz-de-Malta no meu peito desde que eu nasci..."
Ei, retardado! Jesus pediu pra tomar a sua cruz de uma forma simbólica, não precisa disso não!
Vai doer muito!

O nome do blog

Comecei a lembrar de quando exatamente descobri essa paixão por escrever.
Os primeiros resquícios de lembranças que me vieram à mente foram do ensino médio, quando comecei a escrever textos com mais frequência.
Mas tudo isso começou muito antes do ensino médio.
Primeiro foi no meu tempo de criança de quando eu era apaixonado por uma guria que estudava comigo, sempre mandava cartas para ela.
Depois comecei a criar uns textos aleatórios no meu computador, isso, quando eu tinha uns, onze, doze ou treze anos.
Nesses textos, falava do meu dia e óbvio, da guria que eu gostava. Não necessariamente escrevia cartas à ela, todavia, falava de quem ela era para mim e os motivos
pelos quais eu me apaixonei.
Agora, há uma contradição.
Parei de escrever por motivos levianos e tênues. Achava que era coisa de gay ficar escrevendo sobre meu dia e a guria que eu gostava.
Mas tudo isso pelo menos resultou no nome do blog.

mais um paradoxo ou sei lá

Às vezes me deparo pensando em coisas que me levam a refletir por um bom tempo. Mas tem vezes que não são divagações não, é um pensamento específico de algo
que poderia ser diferente ou melhor.
Sento em qualquer lugar da casa que me permita viajar sem ter hora para acabar e deixo os pensamentos fluírem só para ver o que eles vão me ensinar. E o mais
doido de tudo, é que essas tais
reflexões me ensinam coisas que se eu não desse lugar à tudo isso, iria deixar de aprender algo peculiar.
Me pergunto por que fiz tal coisa um dia ou por que deixei de fazer, e a resposta é porque muitas vezes não dei lugar aos meus escrúpulos que estavam gritando.
HOje, comecei a lembrar de como as crianças são, e não simplesmente a alegria, felicidade, ânimo, vigor, energia, etc, que elas possuem. E sim, na capacidade
que uma criança tem em perdoar
à outra. Elas podem brigar por coisas banais, como se nós não o fizéssemos também, porém, passam poucos minutos já estão brincando e se abraçando, ao contrário de
nós que demoramos para perdoar
ou até não perdoamos.
Nem sempre demonstramos ou falamos que estamos cabreiros com outra pessoa, mas lá no fundo, há um sentimento de repulsão que nos leva a explodir em determinado
momento e acabamos até falando coisas desnecessárias.

domingo, 4 de dezembro de 2011

que tal ser um cara assim?

Hoje quero mandar um recado para esses caras que não sabem o que é uma namorada, esposa ou sei lá o que mais existe por aí.
Sempre ouço grande parte dos caras falando das gurias como "objetos de prazeres pessoais" e não como uma pessoa para estar ao seu lado.
Sim, óbvio, claro e lógico!
Sua namorada ou esposa vai te dar muita alegria, felicidade, amor, carinho, afeto e tudo quanto é coisa do tipo.
Mas você necessita e precisa entender que ela não é um "objeto" no qual você se satisfaz com todos os seus desejos, suas vontades e seus prazeres.
Outra coisa bem relevante, é que as mulheres não sei por quais motivos, gostam de falar bastante. E sim! terão dias que você vai precisar ser os ouvidos dela
o dia todo,
por que?
porque alguém precisa ouvi-la, e esse alguém, tem que ser você.
Se você não escutá-la, quem fará isso?
E muitas vezes para elas, falar, as fazem se sentir melhores ou mais confortáveis, então, entenda isso.
Uma das principais coisas se não a principal dentro de um relacionamento desses, é o "negar-se". E ele muitas vezes tem que ser 100%.

Dias necessários

Fico fascinado quando algo ou alguém me surpreende positivamente. Principalmente quando é algo vil para muitos ou para a nossa falta de percepção.
Ontem, quando estava dentro do ônibus indo à escola para fazer meu tcc, pude notar um momento desses.
Estava em um dia raro em Joinville, tinha sol, aqueles de verão mesmo!
Para melhorar, resolvi ficar alternando entre ouvir Paralamas e Beatles.
Mas a sensação foi a melhor parte, aquele sol, música boa, me trouxeram mais alegria e ânimo para meu dia.
Agradeci a Deus por essa oportunidade, minha pouca visão me permitia visualizar o sol perfeitamente.
E antes que você diga que estou sendo injusto com àqueles que não podem ver nada, foi a primeira coisa que me veio à mente, porém, não posso deixar de agradecer
por coisas assim.
Talvez o autoestima dessas pessoas seja muito melhor que o meu e por isso Deus me deixou uma visão parcial.
E mais, Não vou me importar se você achar algo pueril ou frívolo. Quero saber é de outros momentos como esse e não ficar me apegando a coisas materiais.