sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Alegre menina que beija seu amante feliz sim, quem beija. Existe a prisão que é libertada com um beijo porque um beijo, um beijo mata muito desejo. Nem se eu falasse o que poderia te despir, eu conseguiria mas com um beijo... Calor da boca e do coração é um beijo beijo que vale uma palavra mas eu nunca vou te contar beijo que cura um estando dois e beijo que também cura os dois. Beijo do dia que vem depois mas só se for de nós dois. Beijo da lágrima que respira e do coração que ainda diria: namora comigo ?

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Cuidado com o "coitadismo", ele é contra a vida


    O "coitadismo" realmente é um mal da sociedade atual,  está penetrado em tanto lugar que a coisa é pior do que se pensa. Vou falar talvez de um dos textos
mais polêmicos que escrevi, senão o mais.

    Para título de informação, eu sou deficiente visual, perdi boa parte da visão quando tive um câncer há uns   21 anos . Não perdi totalmente a visão,
mas enxergo cerca de cinco porcento. Por isso reconheço bem o que vou expor nesse texto.

    Vejo algo que me preocupa muitas vezes nos deficientes e vou falar exclusivamente dos visuais. Essa história exagerada de preconceito, lutar pelos direitos
e sair por aí processando ou tendo vontade de  processar todo mundo, é um pouco exagerada e muito vitimizada em alguns casos. Eu entendo perfeitamente o que é
preconceito e já passei por isso, fui rejeitado pelo menos em três escolas da minha cidade e todas elas com nomes locais e até nacionais. Não processei nem
uma, não acho que isso resultaria em algo além do dinheiro mesmo eu estando dentro dos meus direitos. Educar e adequar uma instituição e pessoas, não é através
de processo, é por outro caminho. Quero deixar bem claro que não sou totalmente contrário a processar instituições e afins por preconceito, em alguns casos
existe o  dano moral e outras coisas, mas acho que isso beira muitas vezes ao exagero e aquela história tão reverberada em nossos tempos do:"eu tenho meus
direitos".

    Em Todas escolas que estudei eu fui o primeiro deficiente visual, estudei em três lugares diferentes na minha vida escolar, mais uma de inglês e a
escola atual que faço música. E posso afirmar que o processo do dia a dia e o aprendizado na prática foram muito melhores para os meus educadores, inclusive é
algo muito comentado por eles, inicialmente gera aquele medo e insegurança, mas depois eles notam que a coisa não é complicada. É claro que algumas adaptações
precisam ser feitas, muita coisa visual acaba tendo e não dá pra levar tudo "na boa". Mas sempre se acha um caminho, não é nada desesperador.

    Outra coisa que quero destacar que pra mim é mais relevante e preocupante, é o isolamento que acontece por parte das pessoas com deficiência visual. Se
prendem muitas vezes em frequentarem alguma instituição para cegos e mesmo quando a mesma já fez tudo que deveria, ainda permanecem lá como um "Porto seguro".
A falta de vivência em uma "vida normal", gera alguns problemas bem graves, como:

1 - As pessoas tão pouco conhecem como é a vida de um deficiente visual e por isso se tornam tão ignorantes e fazem perguntas ridículas, do tipo:"sua mãe te dá
banho?"

2 - O mundo que a maioria tem a mesma situação que você com pequenas diferenças, não é muito "real". Ele se torna muito acomodado e fugitivo, parece que a vida
"lá fora" é terrível e cheia de caminhos obscuros. É claro que existe preconceito, mas a vida não é uma "mamata " pra ninguém, não dá pra culpar só os outros e
as instituições e tão pouco ir pra fora e deixar a vida despertar e acontecer. Além disso,  é necessário admitir que o número~de deficientes embora seja bem
significativo, não é tão grande a ponto de todo mundo ter que conhecer algum e saber lidar com isso, mesmo que as pessoas muitas vezes" forçam  a amizade" com
perguntas que bastava o bom-senso para que elas não acontecessem.

    É claro que já passei por situações bem desagradáveis e quando criança já voltei pra casa chorando por causa da minha
deficiência e do preconceito, mas a vida segue, e sofrer em muitos casos para não dizer todos, é uma escolha.

 Sei que existe também o caso dos pais que acabam privando seus filhos de muita coisa e por excesso de preocupação e ignorância, não deixam que eles sejam
"livres", colocam limites desnecessários após uma idade mais avançada dentre outras coisas. Isso não é culpa só dos pais é claro, chega uma hora que os filhos devem fazer algo
também, afinal, não dá para ficar a vida toda assim, uma hora os pais vão morrer e a independência faz bem para todo mundo que a exerce conscientemente .


    Isso não é uma generalização e nem um texto para demonstrar que eu sou melhor que a maioria, apenas são fatos expostos de coisas que necessitam de mudanças
e muitas delas, precisam partir das próprias pessoas e não só do outro lado. As pessoas que muitas vezes "exercem " o preconceito não são as maiores ou as
únicas culpadas , é bom sempre olhar "o outro lado da moeda". Ficar toda hora "gritando" por acessibilidade e não viver em sociedade, não vai resultar em nada.

    E para encerrar, é muito óbvio que não tenho orgulho de ser assim e se pudesse enxergar normalmente, eu gostaria. Mas não dá, e não há nada a ser feito
a não ser viver do jeito que me é possível. E sem "coitadismos" de preferência.

Cuidado com o "coitadismo", ele é contra a vida

O "coitadismo" realmente é um mal da sociedade atual, está penetrado em tanto lugar que a coisa é pior do que se pensa. Vou falar talvez de um dos textos mais polêmicos que escrevi, senão o mais. Para título de informação, eu sou deficiente visual, perdi boa parte da visão quando tive um câncer há uns 21 anos . Não perdi totalmente a visão, mas enxergo cerca de cinco porcento. Por isso reconheço bem o que vou expor nesse texto. Vejo algo que me preocupa muitas vezes nos deficientes e vou falar exclusivamente dos visuais. Essa história exagerada de preconceito, lutar pelos direitos e sair por aí processando ou tendo vontade de processar todo mundo, é um pouco exagerada e muito vitimizada em alguns casos. Eu entendo perfeitamente o que é preconceito e já passei por isso, fui rejeitado pelo menos em três escolas da minha cidade e todas elas com nomes locais e até nacionais. Não processei nem uma, não acho que isso resultaria em algo além do dinheiro mesmo eu estando dentro dos meus direitos. Educar e adequar uma instituição e pessoas, não é através de processo, é por outro caminho. Quero deixar bem claro que não sou totalmente contrário a processar instituições e afins por preconceito, em alguns casos existe o dano moral e outras coisas, mas acho que isso beira muitas vezes ao exagero e aquela história tão reverberada em nossos tempos do:"eu tenho meus direitos". Em Todas escolas que estudei eu fui o primeiro deficiente visual, estudei em três lugares diferentes na minha vida escolar, mais uma de inglês e a escola atual que faço música. E posso afirmar que o processo do dia a dia e o aprendizado na prática foram muito melhores para os meus educadores, inclusive é algo muito comentado por eles, inicialmente gera aquele medo e insegurança, mas depois eles notam que a coisa não é complicada. É claro que algumas adaptações precisam ser feitas, muita coisa visual acaba tendo e não dá pra levar tudo "na boa". Mas sempre se acha um caminho, não é nada desesperador. Outra coisa que quero destacar que pra mim é mais relevante e preocupante, é o isolamento que acontece por parte das pessoas com deficiência visual. Se prendem muitas vezes em frequentarem alguma instituição para cegos e mesmo quando a mesma já fez tudo que deveria, ainda permanecem lá como um "Porto seguro". A falta de vivência em uma "vida normal", gera alguns problemas bem graves, como: 1 - As pessoas tão pouco conhecem como é a vida de um deficiente visual e por isso se tornam tão ignorantes e fazem perguntas ridículas, do tipo:"sua mãe te dá banho?" 2 - O mundo que a maioria tem a mesma situação que você com pequenas diferenças, não é muito "real". Ele se torna muito acomodado e fugitivo, parece que a vida "lá fora" é terrível e cheia de caminhos obscuros. É claro que existe preconceito, mas a vida não é uma "mamata " pra ninguém, não dá pra culpar só os outros e as instituições e tão pouco ir pra fora e deixar a vida despertar e acontecer. Além disso, é necessário admitir que o número~de deficientes embora seja bem significativo, não é tão grande a ponto de todo mundo ter que conhecer algum e saber lidar com isso, mesmo que as pessoas muitas vezes" forçam a amizade" com perguntas que bastava o bom-senso para que elas não acontecessem. É claro que já passei por situações bem desagradáveis e quando criança já voltei pra casa chorando por causa da minha deficiência e do preconceito, mas a vida segue, e sofrer em muitos casos para não dizer todos, é uma escolha. Sei que existe também o caso dos pais que acabam privando seus filhos de muita coisa e por excesso de preocupação e ignorância, não deixam que eles sejam "livres", colocam limites desnecessários após uma idade mais avançada dentre outras coisas. Isso não é culpa só dos pais é claro, chega uma hora que os filhos devem fazer algo também, afinal, não dá para ficar a vida toda assim, uma hora os pais vão morrer e a independência faz bem para todo mundo que a exerce conscientemente . Isso não é uma generalização e nem um texto para demonstrar que eu sou melhor que a maioria, apenas são fatos expostos de coisas que necessitam de mudanças e muitas delas, precisam partir das próprias pessoas e não só do outro lado. As pessoas que muitas vezes "exercem " o preconceito não são as maiores ou as únicas culpadas , é bom sempre olhar "o outro lado da moeda". Ficar toda hora "gritando" por acessibilidade e não viver em sociedade, não vai resultar em nada. E para encerrar, é muito óbvio que não tenho orgulho de ser assim e se pudesse enxergar normalmente, eu gostaria. Mas não dá, e não há nada a ser feito a não ser viver do jeito que me é possível. E sem "coitadismos" de preferência.

domingo, 29 de junho de 2014

Eu sou quem eu não digo ser

    "O que você é fala tão alto que eu não consigo escutar o que você diz".

    Me senti extremamente confrontado quando li essa frase no livro que estou lendo do Ed René Kivitz chamado talmidim. Não é como se eu olhasse para você  ou para
algum outro e apontasse o dedo na cara dizendo:" você  não é quem você diz ser". Mesmo que nisso atue uma grande verdade de alguma forma, porque num geral,
sempre nós somos menos do que pensamos e temos mais defeitos do que achamos, o foco em si é o quanto nós tentamos gritar para o mundo o que não somos e de
alguma maneira obscurecemos todo defeito e maldade que temos para que pareçamos pessoas boas. Isso me faz lembrar quando algum artista é questionado se tem
algum defeito e a resposta  é :"sou perfeccionista". O que é uma mentira das grandes, ninguém é apenas perfeccionista, e ainda essa resposta soa um tanto quanto
orgulhosa porque muitos se orgulham do tal "perfeccionismo ".

    Mas mesmo eu e você que somos pessoas "comuns", que dificilmente são entrevistadas e saem em revistas, jornais, rádio ou tv, acabamos entrando nessa também.
Porque se não nos perguntam diretamente  "qual é seu defeito" ou " quais são seus defeitos", nós caímos no erro da justificativa e do falatório. Tentamos
explicar o erro, queremos falar porque somos assim ou dar "razão " e "colorido" ao nosso defeito. Fora a atitude maluca de definir quem somos em virtudes
apenas.

Essa frase     "O que você é fala tão alto que eu não consigo escutar o que você diz", me aponta o dedo na cara, é como se estivesse alguém me dizendo isso em
alto e bom som, com amor mas ao mesmo tempo com uma sinceridade que me constranja o coração e me faça voltar para o lugar de miserabilidade, de reconhecer:"
miserável homem que sou".


    "O que você é fala tão alto que eu não consigo escutar o que você diz".

domingo, 20 de abril de 2014

Fariseu que ainda eu e você somos

    Porque o que há é a nossa igreja feita de nós, muitas vezes fariseus e distantes da pessoa de Jesus Cristo. Hoje se falamos que não pode isso ou não pode aquilo,
 na verdade mais confessamos que não amamos tais pessoas que praticam tais coisas, sejam elas "da igreja ou não".
    Somos como quem quer dar rótulo a tudo pra definir e qualificar pessoas ou um grupo delas, não conseguimos conviver e amar mesmo que as mesmas pratiquem
coisas que não concordemos, e olha que Paulo adverte porque muitas vezes nós também praticamos essas mesmas coisas. Mas mesmo que não, mesmo que não somos
praticantes do que tanto nós condenamos estamos sim com a função errada, e olha, não me venha falar que apenas "amamos a pessoa mas discordamos do que ela faz".
Na verdade tanto discordamos quanto deixamos de amar. Não estou aqui dizendo que devemos passar a mão na cabeça não, mas tão poucas vezes conseguimos advertir
alguém em amor, e quando fazemos em algumas ou muitas vezes nem deixamos a vida nos tornar íntimos para a liberdade de uma amizade se transformar em conversas
sinceras e  amigáveis.
    A gente cria dicotomia pra tudo, é música, amigo e festinha secular, é povo da igreja e do mundo, é quem é salvo e quem não é. Como diz o Marcos
Almeida:
"sobre o mesmo chão, está o muro e o lado de lá que você esqueceu. Meu chão é o  mundo, tem dois lados em guerra; meu mundo este chão onde você cresceu e
eu, também. Ao redor de muitos me apontaram as cercas e os muros , eu quis o caminho, roguei pela vida. E vou subvertendo o mundo amando a esperança que salta
os muros e brinca arteira com tua  criança..."

terça-feira, 15 de abril de 2014

É de vocês que todos precisam

Hoje eu não estou em mim
Quero rever amigos e assassinar saudades;
e relembrar que hoje eu não preciso de mim, só de vocês.

Porque qual é o homem que pode ter felicidade ou amor no coração sem amigos ?
Qual é a vida que é contemplada e vivida na solidão ?
Nem uma, meus caros.

E essa relação é aberta
é como coração de mãe;
POrque sempre tem lugar para mais um.
E espero, que menos lugar para mim.

Não quero os conformes da distância
Nem relação destruída por pecado
muito menos a falta do perdão;
Porque sem amigos, gente a gente não é.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Eu e tu, tu e eu. Nem ele, nem ela nem outro.

    Eu me recuso muitas vezes a nos chamar de sociedade evoluída quando nem mesmo conseguimos direito viver uma vida de casal. Quando a pegação virou obsessão e
a traição acontecimento normal e qualquer, eu realmente tenho enormes dificuldades de encontrar evolução de caráter .
    Será que amar mutuamente não tem mais como ? será que a pegação é  o ápice da diversão ? cadê a entrega, o amor, o afeto, a frustração,  a doação,
o respeito, a decepção, a mudança de postura e comportamento, o perdão, o arrependimento, a sinceridade, o  companheirismo, a amizade, a negação, o diálogo,
o sonho, o romance   de uma vida a dois? cadê o dedo na cara dizendo "tu só é meu" ou "tu  só é minha"? cadê o prazer que só cabe entre duas pessoas?
    Pode cuspir na minha cara e falar o que quiser, mas eu sempre vou continuar querendo  o espaço e a coisa que é só entre um homem e uma mulher. É, sim,
aquela parada  chata de bodas de prata, de bronze, de  ouro...

domingo, 16 de março de 2014

Samba que voa de amor

Samba do meu avião,
voa para eu te conhecer.
Talvez seja uma ida sem vinda,
uma volta em Ipanema,
longa, com você, querida.
Mas voa porque o entardecer é com você,
não é o fim do trabalho nem o início da noite;
É sim você o motivo do entardecer.
A correria é pra eu te ver,
é pra eu te abraçar, te beijar,
Te olhar na cara e dizer que tu és minha.
Hoje eu não quero cinema, não quero filme,
não quero jantar em restaurante nem passear pela rua;
Hoje!
Hoje eu te quero sozinha!
Quero a parte do casamento que a humanidade perdeu,
Eu quero um romance que só é meu e teu !

terça-feira, 4 de março de 2014

Para você e para mim, querido leitor

A vida sempre vem datada de medo, daquilo que não foi feito e deveria, daquilo que o nosso trabalho só conseguiu alcançar por descanso achando que a fé resolveria. E sim querido leitor, aquela fé que nos foi ensinada sei lá porque e por quem, mas que tudo pode sem labor algum, apenas o ócio enraizado na pseudo esperança que o amanhã a Deus pertence, e o trabalho, também. Não te parece conveniente não teres que fazer algo por esta tua vidinha? Pois então, me pareceu, e eu aqui estou fazendo. Escolhas nunca são de um acordo em comum, porque uma pessoa é uma pessoa e outra pessoa é outra pessoa. E você é uma ou outra pessoa, então não espere comungar algo para o fazeres. Olha, olha que aquele reloginho de algum lugar não para, cuida porque a história acaba, e como acaba? Bom leitorzinho, és tu quem me dirás , e te digo que isso tu não o precisas querer para me contar, porque aquela, aquela história de antes que te falei, acaba, e tu nem sabe quando . Mas te digo algo para encerrar,: parta daqui, parta porque quem te pariu não decidiu quem tu és, porém, tu és alguém e procures saber mais desse alguém, olha olha! não vá parir a tristeza do céu, Deus não te fez assim não. Acabe de vez com essa história que te acaba, acaba para o fim ser teu. Afinal, tu te lembras, né ?

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

A televisão e a rotina que acomodam

    Quero hoje tratar de um assunto que me incomoda bastante, e dessa vez vou abordar do tema televisão pegando home,s e principalmente homens que já são pais .
Não vou  fazer isso por achar que a situação das mulheres é diferente, apenas estou querendo abordar a parte dos homens.
    Quantas vezes você já foi ou teve na sua casa e muitas atividades não puderam ser  realizadas porque tem um homem na frente de uma televisão? ainda a mulher
Pois é, acho que não é nem uma novidade. O problema de tudo isso que não é uma ou duas vezes, é aquele negócio do comodismo e da rotina, trabalha o dia inteiro,
vai pra casa tomar um café e depois sentar na  tv pra relaxar e esperar a hora de dormir.
    Esse mal é tão grande que existe aquela famosa frase:"meu, tantos filhos? eles não devem ter televisão em casa". Como se o fato de ter muitos filhos
necessariamente estivesse ligado, e entendo sim e sou ciente que grande parte das famílias que estão com muitos filhos são de classe mais baixa, mas isso não
vem ao caso agora, é assunto pra outro texto.
    O ponto que quero destacar, é o quanto isso acarreta em problemas desapercebidos e não resolvidos, vamos citar alguns:
Família que pouco se conhece, pai ausente em atividades dos filhos muitas vezes, marido e mulher que já perderam aquele negócio bom que é ser um casal, uma
pessoa acomodada que não gosta de fazer algo a mais pela vida, seja por ela, pela família ou por alguém, etc. Não estou necessariamente dizendo que os pais ou
maridos que fazem isso estão sendo péssimos, estão sim deixando de aproveitar e de fazer muitas coisas, mas não quer dizer que sejam pais totalmente
irresponsáveis pelos seus filhos.
    Eu sou uma pessoa que não gosta de rotina, aliás,  rotinas exageradas me irritam, embora algumas sejam sim necessárias. Mas acho que existe muito mais numa
vida do que passar 3, 4 ou 5 horas por dia parado na frente de uma televisão, por mais que em alguns casos até passe coisa boa, mas não para ficar tanto tempo
assim, esquecer que tem tanta coisa  a se fazer, aproveitar a  vida com os amigos e com a família de outras maneiras, fazer passeios que nem sempre necessitem
de algum gasto, ouvir música boa e ler livro é bem clichê, mas é mais válido do que só ficar na tv, brincar, conversar ou fazer algo com os filhos se for o
caso, gastar tempo com a mulher, sendo saindo, conversando e fazendo coisas de um casal que mesmo tendo filho não vive como se fossem apenas pai e mãe, não
comprar tanta coisa, sendo muitas vezes comprando    três ou  quatro televisões para  casa, e usar esse dinheiro para passeios mais caros, viagens e coisas mais humanas e divertidas.
    Aí você deve estar se perguntando se esse metido é casado para estar falando tudo isso. Bom, eu não sou casado e nem tenho namorada, mas eu falo isso porque
já vi em muitas famílias e dá pra notar o quanto isso gera problemas como eu citei, além de outros que esqueci ou que não quis dar ênfase no texto. E além
disso, gosto de tomar cuidado quando usamos muito esse negócio dos fatores de criação e externos para justificarmos grande parte das ações das pessoas, embora
sim eu não deixe de levar em conta e acredito que  podem ter uma certa influência, porém, conheço muito caso que as pessoas souberam lidar com tudo isso e
contornaram a situação, inclusive, meus pais não foram pessoas que me incentivaram a ler e nem me apresentaram a música, mas foram duas coisas que com o tempo
eu fui descobrindo e vendo a  utilidade de  ambas. Não quero que esse exemplo pareça que meus pais não prestam ou que eu seja uma pessoa muito boa, nem uma das
coisas é o foco quando citei tudo isso, a questão essencial é que nós aprendamos a lidar com as situações e não arrumarmos tantas desculpas para o nosso
comodismo, e por mais que façamos muitas coisas e sejamos bem diferentes do  que eu citei, sempre temos bastante acomodação .

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

"Eu só sei que há momento que se casa com canção De fazer tal casamento vive a minha profissão..." (Fernando Brandt)

    Nessa pequena trajetória da música cada vez mais vejo o quanto tudo se resume ao psicológico, seja na paciência, persistência e espera para que as coisas aconteçam, se resolvam e melhorem.
Conversando com dois grandes músicos que conheci neste final de semana,(Rafael e Marco Lobo), essa teoria se confirmou  mais ainda . Foi algo muito explorado pelos
dois, sempre temos essa mania de achar que não conseguimos porque somos burros ou incapacitados, quando na verdade o ponto principal é o estudo e a persistência . O Fato de nascermos com uma certa
tendência musical não nos leva a genialidade do dia para a noite, inclusive disseram para o Tom Jobim que ele não servia para a música erudita, mas serviu para a popular, rs. E ainda acrescento que para dar
certo na música, não precisa ser um gênio.

    Mas o ponto que quero destacar de tudo isso, é que a caminhada inicial é uma das coisas mais peculiares que eu já vi, cheia de incerteza, desconforto, desânimo,
perguntas que te fazem que você não sabe responder ainda, falta de motivação e uma loucura que nem todo mundo está a fim de passar, por isso tantos talentos se perdem no meio do caminho. A porta de
saída sempre parece estar mais aberta, e ela é sedutora. Mas ainda tem algo que cativa aqui dentro, algo que vale a pena gastar tempo e sacrifício, porque se eu não posso responder em que lugar vou chegar,
eu preciso chegar para poder responder. E quero sim expor a vida e minhas percepções das coisas com a música, afinal, isso é um tanto quanto necessário e honesto para com a arte.

        Destacando algo de importância para mim

    Eu professo a fé cristã, creio num Deus que é cheio de graça, amor e poder, mas um Deus que capacita seus filhos para irem atrás do que Ele deu, não em um Deus
que fica mimando e fazendo com que as coisas caiam do céu. Por isso afirmo: Tem muita coisa que a maior responsabilidade é nossa.

E para terminar, uma citação :


"Todo homem que em si não traga música

E a quem não toquem doces sons concordes,

É de traições, pilhagens, armadilhas,

Seu espírito vive em noite obscura,

Seus afetos são negros como o Érebo:

Não se confie em homem tal..."

O Mercador de Veneza, Shakespeare.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

A cidade também clama

    Minha cidade canta a música que ela nunca ouviu e  samba o samba que ninguém sambou.
Ela clama por algumas coisas que ainda não chegaram como deveriam, ou procura saber se chegarão mesmo.
Ela exagera sim em seus deleites, hora por não saber e hora por querer.
    Mas será que os pés formosos daqueles que anunciam as boas novas já estiveram aqui?
Acho até que me precipitei na pergunta, será que eles continuam caminhando e estão presentes no cotidiano?
Parece que eles já não caminham sobre o mesmo chão, tudo se transformou em dicotomia   enquanto precisamos falar do que nos foi confiado.
Tudo é profano, tudo é aliança com o outro reino, tudo é pecado e já existe um tipo de assassinato da boa nova, ela já precisa clamar por "deixa eu viver".

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

O eu que serve para dizer que te amo

Compor a vida comigo e fazer de mim para ti.
Contigo sem ser comigo e comigo sem estar contigo, não tem conosco.
Se tivesse ele ou ela não seria autêntico porque não teria tu.
Ou eles porque nem o nós existiria e ainda o vós eu deixaria.
O ela até que me serve para quando tu estás ausente e necessito dizer:"é ela, é ela ".
E o nós para conosco e e o eu para contigo porque hei de te ser mais do que um amigo.
Vamos cantarolar e não dizer mais eu, vamos na rua dizer que ele morreu e agora só existi o que não é mais meu. É tudo nosso.
E para encerrar, vou dizer que gosto do comigo, te ti contigo, nós nos  conosco. E ainda posso usar o eu sim, mas só para dizer que eu te amo.