quarta-feira, 13 de março de 2013

A arte de saber

Acho que toda pessoa que já fez uma boa análise da sua vida, notou que quando era mais nova, principalmente no tempo da adolescência, se achava o super sabichão . Mas conforme o tempo passa, é bem notável o quanto ainda não sabemos, haha. E claro que isso tem o lado bom e ruim; Ruim porque falamos e fazemos coisas erradas. Em contrapartida, bom porque diminuímos o nosso orgulho e passamos a querer aprender mais sem ficar num estágio de conforto. Conheço pessoas que se deixaram levar pelo excesso do estudo e pela experiência da vida, (não que esteja ignorando as duas coisas), mas usá-las como motivo de sempre estar certo e com razão em qualquer discussão, é uma tremenda tolice, sem falar que estudo em excesso faz mal também. Mas quero falar do quanto estudamos e mais descobrimos que pouco sabemos. Tenho encarado isso como algo bom, já passei daquela fase de me sentir toda hora frustrado por saber pouco em determinada área, por ainda não conseguir fazer determinada coisa e etc. Para quem não sabe, eu sou baterista, e como todo músico e toda pessoa que trabalha com arte, é necessário lidar muito bem com essas situações. Não é de um dia para o outro que ficamos bons, não é com pouco estudo e pouca prática que vamos nos aperfeiçoar, é necessário muito estudo e muita prática, e acho que ambas as coisas só vêm quando descobrimos o quanto não sabemos . Descobrir que pouco se sabe e muito caminho há pela frente, não pode ser algo desmotivador, pelo contrário, precisa ser algo que nos motive a buscar muito mais e correr atrás de tudo que precisamos. É justamente nessas horas que muitas pessoas abandonam sonhos e projetos, embora eu entenda que não seja fácil lidar com isso e ter fé de que um dia vamos pelo menos ser um pouco melhores do que somos hoje. Nós precisamos ser confrontados por essas coisas, é só dessa maneira que vamos ter mais esforços e reconhecer o quanto somos dependentes de Deus para tudo. Temos que diminuir nossos preconceitos, sermos humildes e nunca estarmos satisfeitos com o quanto somos capazes e o quanto temos conhecimento, mesmo que sejam das coisas do cotidiano.

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