domingo, 20 de abril de 2014

Fariseu que ainda eu e você somos

    Porque o que há é a nossa igreja feita de nós, muitas vezes fariseus e distantes da pessoa de Jesus Cristo. Hoje se falamos que não pode isso ou não pode aquilo,
 na verdade mais confessamos que não amamos tais pessoas que praticam tais coisas, sejam elas "da igreja ou não".
    Somos como quem quer dar rótulo a tudo pra definir e qualificar pessoas ou um grupo delas, não conseguimos conviver e amar mesmo que as mesmas pratiquem
coisas que não concordemos, e olha que Paulo adverte porque muitas vezes nós também praticamos essas mesmas coisas. Mas mesmo que não, mesmo que não somos
praticantes do que tanto nós condenamos estamos sim com a função errada, e olha, não me venha falar que apenas "amamos a pessoa mas discordamos do que ela faz".
Na verdade tanto discordamos quanto deixamos de amar. Não estou aqui dizendo que devemos passar a mão na cabeça não, mas tão poucas vezes conseguimos advertir
alguém em amor, e quando fazemos em algumas ou muitas vezes nem deixamos a vida nos tornar íntimos para a liberdade de uma amizade se transformar em conversas
sinceras e  amigáveis.
    A gente cria dicotomia pra tudo, é música, amigo e festinha secular, é povo da igreja e do mundo, é quem é salvo e quem não é. Como diz o Marcos
Almeida:
"sobre o mesmo chão, está o muro e o lado de lá que você esqueceu. Meu chão é o  mundo, tem dois lados em guerra; meu mundo este chão onde você cresceu e
eu, também. Ao redor de muitos me apontaram as cercas e os muros , eu quis o caminho, roguei pela vida. E vou subvertendo o mundo amando a esperança que salta
os muros e brinca arteira com tua  criança..."

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