quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Conversando contigo

    Antes de começar o texto, só queria informar que tenho uma página no facebook chamada "Reverberação Poética". Lá  posto várias poesias e coisas semelhantes que também acabo postando aqui no meu
blog. Para quem quiser conferir, segue o link:
https://www.facebook.com/ReverberacaoPoetica?refid=5


Esperança que tanto canta, mostra-me tua face.
Face que não vejo porque ando tão despercebido do cotidiano.
Faça-me um soneto, ou talvez uma cantiga, mas cante-me com rimas de dores.

Desperto, despertar, despertei só que não acordei.
Soneto despertado mas dormido pelos olhos cegos de quem tenta ouvir.
Ouvir se estás enxergando ? coração duro, duro, duro.

Costurei tudo em minha bebedice embriagada da solidão minha pelo ser egoísta de mim.
Mim que não conjuga verbo, mas encerra orações chamadas de sagradas.
Comigo para mim, eu hei de fazer-me.

Por que tu és meu servo ainda, eu meu da primeira pessoa do singular?
Não deverias tu, seres servo de quem tu tanto dizes que és?
De novo, hipócrita!

Ah, mas não, hipocrisia e farisaísmo só existe na casa ao lado.
Casa ao lado aliás, que nunca frequentei, lá só tem pagão. ,
És tu, meu servo singular da primeira pessoa do eu que fazes o bem, não é?! és sim, és tu !

DOs miseráveis, nem um é como eu;
ainda sim, amigo de judeu e pagão,
mas muito meu amigo, amigo meu demais, comigo muito eu para mim.

A, mas não cala-te em derramares toda lágrima bendita por seres miserável, meu amigo meu.
Viva nesse paradoxo cristão, que ao menos tu já sabes que és miserável, pobre cego e nu .
Imagina então, se eu fosse falar de mim, se tu és tudo  isso, o que eu seria ?
Mas achei melhor falar de ti, apontar o dedo na cara é sempre melhor, eu meu da primeira pessoa do
singular.
E és  tu sim que um dia eu hei de matar, e ficarei feliz com esse homicídio doloso.

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